Além de liderarem o volume de demandas, as clientes mulheres também apresentam um poder de ganho superior ao do público masculino da instituição. A renda média feminina registrada no levantamento atingiu R$ 2.300, ante R$ 1.932 aferidos entre os homens. Em relação aos valores solicitados, o ticket médio dos contratos fechados no ano passado ficou em R$ 1.563 para elas e R$ 1.639 para eles. A base de clientes possui um perfil majoritariamente maduro, com idade média de 46 anos para as mulheres e 47 para os homens.
Crédito consciente e perfil assalariado Para o economista da Crefaz, Amerson Magalhães, a forte presença feminina traduz um comportamento estratégico e focado na estabilidade do lar. “Hoje, vemos muitas mulheres assumindo a liderança das decisões financeiras dentro de casa, organizando despesas, buscando equilíbrio no orçamento e recorrendo ao crédito de forma consciente para manter a estabilidade da família ou investir em atividades que complementam a renda”, avalia o especialista.
O estudo também mapeou o perfil de empregabilidade dos tomadores de empréstimo. Os trabalhadores assalariados respondem por mais da metade da carteira da empresa (50,3%), fator que assegura previsibilidade de pagamento e sustentabilidade para as operações de microcrédito. A liberação rápida dos recursos tem sido utilizada prioritariamente pelas famílias para sanar emergências pontuais ou garantir a manutenção de pequenas atividades econômicas.
Fonte: Pinga Fogo




