O feminicídio ocorreu no dia 5 de setembro de 2026, no Bairro Zona 02, em Maringá. Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado atacou a vítima dentro da própria residência dela com 14 golpes de faca, além de ter praticado asfixia mecânica por esganadura.
O promotor denunciou o advogado por feminicídio majorado, apontando três qualificadoras: Motivo torpe, impelido por sentimento de posse e pelo inconformismo com o fim do relacionamento e a autonomia da ex-companheira;
Meio cruel, ao provocar sofrimento intenso com múltiplos golpes de arma branca associados ao estrangulamento e Recurso que dificultou a defesa da vítima, já que a mesma foi atacada de surpresa no ambiente residencial, sem chance de fuga ou reação diante da violência e da força física empregada.
A Promotoria destacou ainda que o crime foi praticado na presença física do filho do casal, bebê de oito meses, no contexto de violência doméstica e familiar. Após cometer o crime, o denunciado tomou banho, trocou de roupa, pegou a chave do carro da vítima e fugiu. Antes da fuga, ele trancou a porta de entrada do apartamento, deixando o bebê sozinho, sem qualquer meio de subsistência ou proteção.
A criança permaneceu no local por várias horas até ser resgatada por um tio materno, que ouviu o choro ininterrupto do sobrinho e precisou arrombar a porta do imóvel. Por essa conduta, o homem também responderá pelo crime de abandono de incapaz, agravado por ser pai da vítima.
O acusado foi preso no mesmo dia do crime e segue recolhido na Cadeia Pública de Maringá, à disposição da Justiça.
Fonte: Pinga Fogo




