A segunda edição da campanha RCP Day em Londrina mobilizou dezenas de voluntários de 17 instituições parceiras para levar informação sobre primeiros socorros a 20 pontos fixos, mais os locais visitados por uma unidade móvel, sob a coordenação do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Samu Regional. Um dos locais que estão recebendo a ação é o Terminal Central, por onde passa uma média diária de 40 mil pessoas.
Até as 22h de hoje, os usuários do transporte coletivo poderão receber instruções e tirar dúvidas, no terminal central. Pela manhã, uma equipe do curso técnico em Enfermagem do Centro de Educação Profissional Mater Ter Admirabilis e outra do curso de Enfermagem da Unifil abordaram passageiros e trabalhadores em pavimentos diferentes do Terminal. Com o apoio de bonecos e de um folheto orientativo, os voluntários demonstraram como realizar manobras para desengasgar crianças e adultos, além de técnicas de reanimação.

A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, acompanhou a programação e ressaltou a importância da educação para os primeiros socorros. Ela informou que, somente neste ano, o Samu de Londrina recebeu 165 chamadas para a ressuscitação cardiopulmonar, principalmente em decorrência de engasgo entre adultos e crianças. “Nesse momento, quando um leigo preparado está do lado da vítima, é o chamado momento ouro para que essa vida possa ser preservada. Então, preparamos um evento espalhado na cidade toda, nas universidades, nos supermercados, nos shoppings, nos terminais, para que a gente possa abordar o cidadão comum e treiná-lo, levando conhecimento técnico qualificado”, apontou.
A coordenadora de Enfermagem do Núcleo de Educação do Samu, Kellen Mitie, lembrou que a primeira medida é ligar 192 e solicitar o socorro. Segundo ela, se a ação de reanimação for feita durante o deslocamento da equipe de urgência, as chances de sobrevivência aumentam significativamente. “Muitas vezes nós chegamos e a família não está reanimando. E os protocolos dizem que a cada um minuto que a vítima permanece com o coração parado, sem receber reanimação, ela perde 10% de chance de sobreviver”, alertou. “Então a gente precisa que a que a população seja capacitada para reconhecer o quadro e já começar a reanimação. Quanto antes a pessoa começar a fazer as compressões e mantiver esse sangue circulando, vai ajudar na sobrevivência do paciente”, reforçou.
Voluntários foram a campo após treinamentos

A estudante Camile Macieira Ferreira da Cunha, do segundo semestre do curso técnico em Enfermagem no Mater Ter, comentou que muitas pessoas têm dúvidas sobre como reagir nessas situações, especialmente em casos de engasgo de crianças com comida ou água.
Ela ressaltou a importância de orientar a população a ligar para o Samu (192), colocar a chamada no viva-voz e iniciar a massagem cardíaca imediatamente, revezando a compressão a cada 120 segundos caso haja mais pessoas para ajudar. “Viemos para poder ensinar as pessoas como que faz o engasgo e a massagem cardíaca. Eu vejo que muitas pessoas ficam com dúvidas sobre como fazer, não sabem como reagir. Nós tivemos palestras e aulas práticas sobre o assunto, para poder ensinar as outras pessoas”, contou.
Passageiras do transporte coletivo elogiaram a iniciativa
Entre os passageiros que aproveitaram a oportunidade para se informar sobre o assunto, estiveram as amigas Gabriele Vitória, Mariana Vieira e Raiele Maria. Elas elogiaram a iniciativa, por proporcionar um aprendizado prático que pode salvar vidas de familiares, vizinhos ou mesmo de um desconhecido. “Achei legal elas estarem fazendo esse movimento aqui, porque pode salvar uma vida. Agora eu já aprendi como se faz, e vou poder ajudar”, disse Gabriele.
Madalena Ferreira Moreira, mãe do jovem João Pedro, destacou que o acesso à informação é fundamental para manter a calma e saber como agir em momentos de desespero. Essa importância foi confirmada por Aparecida de Souza, que passava com o neto Ângelo de Oliveira. Aparecida contou que aprendeu a manobra de desengasgo assistindo a uma explicação dos bombeiros na televisão e, graças a isso, já conseguiu salvar o próprio neto, quando ele se engasgou com uma bala. Ela reforçou a necessidade de agir com rapidez antes mesmo da chegada do socorro profissional: “é bom para ajudar a salvar, porque até um médico chegar, não dá tempo”, indicou.
Fonte: Prefeitura de Londrina



